Um orçamento bom para a reputação!
Por Eduardo Louro
Finalmente ouviu-se Paulo Portas falar do Orçamento. Não para nos dizer que as teses do Partido dos Contribuintes não conseguiram fazer vencimento. Tão pouco para falar do impacto do Orçamento na lavoura. E nem sequer para exaltar o Orçamento da libertação. Que agora é que é, agora que recuperamos a nossa soberania naquele 1640 de 17 de Maio, já podemos ser donos do nosso destino. E do nosso Orçamento…
Nada disso, Portas falou para dizer que "o Orçamento para 2015 é financeiramente inédito". Fomos procurar no discurso a clarificação de tão brilhante conclusão e percebemos que é financeiramente inédito porque é a primeira vez, em 40 anos, que o Orçamento tem um défice abaixo dos 3%. Fomos mais longe, àprocura de descobrir ali algo da recuperação da nossa soberania, e percebemos que isso é o que de mais relevante o Orçamento tem, porque é essa a fronteira que separa os países com défice excessivo dos que deixam de tê-lo. E a conclusão final, verdadeiramente épica, está logo a seguir: "Não é bom para a reputação ter um défice acima!...
Falou tarde. Mas quando falou, falou. Bravo Paulo Portas!