Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Uma aresta por limar?

Resultado de imagem para entrevista de joão lourenço rtp

 

A (excelente) entrevista do Presidente Angolano à RTP, na véspera do seu aniversário, que festejará com o Presidente Marcelo na véspera do início da sua visita oficial a Angola, demonstrou a boa onda que as relações luso-angolanas atravessam. Que se saúda, e que se deseja duradoura.

Para classificar essa relação, o próprio Presidente João Lourenço declarou-a  "no pico da montanha". E para mesmo nenhuma dúvida ficasse a esse respeito, Vítor Gonçalves, o entrevistador da RTP, lembrando que, em Setembro de 2017, no seu discurso de tomada de posse ignorara Portugal, perguntou ao presidente angolano se, hoje, faria o mesmo.

A resposta foi politicamente correcta, como não poderia deixar de ser, e mesmo dizendo que essa omissão não tinha sido intencional, não hesitou em deixar claro que a resposta seria "não". Mas foi a forma como complementou a resposta que particularmente me prendeu a atenção, quando referiu que, sem adiantar o que irá "dizer sobre Portugal", da próxima, haveria "uma boa surpresa". Passo a transcrever: "Numa ocasião futura, digamos daqui a três anos sensivelmente, quando se realizarem novas eleições, não devo adiantar o que direi sobre Portugal, mas será uma surpresa para todos, angolanos e portugueses, e será com certeza uma boa surpresa". 

João Lourenço confirma-se nesta entrevista como um líder moderno, hábil e ponderado que sabe muito que palavras utilizar em cada momento. Que nada fica a dever aos mais experimentados políticos internacionais. E no entanto não hesitou em dar por adquirido que daqui a três anos estará de novo a tomar posse como presidente da República. Não esperou sequer que o entrevistador lhe perguntasse - como viria a fazer mais tarde, então já com as voltas trocadas e completamente fora de tempo - se se recandiataria a novo mandato. Não referiu nem a hipotética condição da recandidatura, nem os hipotéticos resultados eleitorais... 

Meros apêndices do dispensável politicamente correcto no actual quadro político angolano? Ou ainda uma aresta por limar?

Acompanhe-nos

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D

Mais sobre mim

foto do autor

Google Analytics