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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Uma oferta em dobradinha

 

Depois de ter oferecido o campeonato, como se não fosse pouco, o Benfica resolveu oferecer também a Taça ao Porto. Uma oferta em dobradinha!

Isto não quer dizer que o Porto não tenha feito o que lhe competia, que se tenha limitado a receber as ofertas. Não. Quer no campeonato, quer hoje em Coimbra no jogo da final da Taça, pela primeira vez sem público, o Porto fez, com as armas que tem, o que lhe cabia fazer: ganhar e fazer com que o Benfica tivesse merecido perder.

O início do jogo começou por confirmar isso mesmo. Com o Porto a tomar a iniciativa e o Benfica simplesmente em reacção. Já o jogo ia nos 20 minutos quando o Benfica conseguiu chegar ao jogo, mas mesmo assim sem grande convicção. Mas deve dizer-se também que, depois do quarto de hora inicial, nunca mais o Porto esteve por cima do jogo, que se tornou até aborrecido e pouco digno de uma final.

Aos 37 minutos o árbitro Soares Dias - não há mais árbitros em Portugal para arbitrar estes clássicos - errou ao mostrar o cartão amarelo ao Luiz Diaz, como já errara quando lhe mostrara o primeiro, bem cedo no jogo. Como errara ao mostrá-lo, logo a seguir, a pedido do Sérgio Conceição, ao Rúben Dias. No segundo amarelo ao jogador do Porto, o erro é que o cartão a mostrar era claramente o vermelho.

Vermelho que, também na sequência de duplo amarelo, mostraria a Sérgio Conceição, afastando-o do banco. A custo, porque foram precisos largos minutos para que o treinador do Porto saísse do campo. 

No tempo que decorreu até ao intervalo não houve jogo. Foi tempo para tudo - incluindo para, pelo menos Octávio, dever também ter seguido o caminho do balneário - menos para jogar à bola.  

Há duas circunstâncias de um jogo de futebol em que a superioridade numérica se torna irrelevante: quando a equipa com menos jogadores opta por apenas defender, concentrando todos os jogadores na sua área; e nas bolas paradas, onde a respectiva estratégia não é influencidada por haver mais ou menos um jogador em campo.

O Porto conseguiu - e o Benfica permitiu - reduzir o jogo a estas duas circunstâncias. E assim ganhou o jogo e conquistou também a Taça.

Logo no arranque da segunda parte Vlochodimos deu um mote, oferecendo o primeiro golo de uma forma inacreditável. Num livre, com sete colegas de equipa à sua volta, conseguiu a proeza de colocar a bola na cabeça de Mbemba, sozinho no poste contrário, e praticamente sem ângulo. 

E claro, o Porto juntou os seus 10 jogadores à frente da sua baliza. Com os jogadores do Benfica sem chama, nem engenho, nem futebol para contrariar isso. E sem construir uma única oportunidade para marcar.

Uma dúzia de minutos depois da oferta de Vlachodimos, novo pontapé livre - as faltas inventadas pelos batidos jogadores do Porto foram uma constante, sempre com a complacência de Soares Dias, que teve até o desplante de mostrar um amarelo a Vnícius (que entrara entretanto) depois de Pepe, dentro da área, se ter feito passar de agressor a vítima - e, novamente Mbemba, que pareceu em fora de jogo, mas que as famosas linhas deram posição legal por 3 centímetros, fez o segundo golo.

Foram as únicas duas vezes em que, em toda a segunda parte, o Porto chegou à baliza do Benfica. Que continuava sem saber como furar aquela barreira defensiva. Veríssimo metia avançados em cima de avançados, incluindo essa preciosidade que se chama Dyego Souza, mas sem conseguir melhor que a primeira oportunidade de golo já À entrada do último quarto de hora. Vinícius rematou de cabeça contra o solo, mas a bola subiu antes de entrar na baliza.

E daí até ao fim, para além do golo, dez minutos depois, num penalti convertido por melhor marcador do campeonato, apenas mais uma jogada que poderia ter acabado em golo, e um remate de Jota ao poste. Que poderia ter dado o empate, mas não deu.

Nos escassos (para as substituições e as paragens sucessivas que os jogadores portistas impuseram ao jogo) 5 minutos de compensação voltou a não haver jogo. Como naturalmente interessava ao Porto!

E assim, com mais um decepcionante exibição desta destroçada equipa, os jogadores do Benfica fecharam uma época que já só queriam que acabasse. A estrutura, essa que estava dez anos à frente da concorrência, sem olhar para trás, vai agora continuar a ensaiar saltos para a frente.

Com o abismo ali tão perto!

 

 

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