Vá lá... Ide de férias!*

Aí está a greve de que tanto se falou, e que tanto continua a dar que falar. E a animar as férias...
Depois de inundados por reportagens em postos de gasolina, a lembrar-nos que há mais lixo na informação televisiva para além dos incêndios - que fizeram uma pausa, felizmente - vieram os serviços mínimos e a requisição civil. E muita informação e mais ainda contrainformação. E reuniões pedidas e rejeitadas. E acordos com uns de fazer inveja a outros. E ameaças de prisão, pela boca de todos os ministros, um de cada vez. Porque o país gosta disso.
O país gosta de autoridade, e o governo sabe disso.
Por enquanto vai-se sentindo uma certa normalidade dentro da anormalidade de fardas ao volante dos camiões cisternas. A GNR e os militares vão-se saindo bem na condição de motoristas de matérias perigosas, e a gasolina e o gasóleo lá vão chegando onde é preciso que cheguem, e a greve, que sempre esteve condenada, está cada vez mais circunscrita, como se diz dos incêndios. Mais morta que viva.
Também aqui, incendiários é coisa que não falta.
Um deles, que não o único, é o principal rosto da greve, que chegou de trotinete ao palco do teatro de operações, como se estivesse a abrir um espectáculo. De circo. Ou simples palhaçada, terminologia cara ao próprio.
Dele se falou já para a política. Houve até quem o desse como putativo cabeça de lista por Lisboa às eleições que aí estão à espreita. E que têm muito a ver com tudo o que se está a passar. De um e de outro lado. Como se na política precisássemos de mais palhaçada. Como se disso não tivéssemos já que “chega”. Ou que “basta”!
Vá lá…já é tempo de irem também de férias. Começa a fazer-se tarde …
* A minha crónica de hoje na Cister FM