"Vamos esquecer"!
Acabei de ver o último "Isto é gozar com quem trabalha" que, "por razões óbvias" não vi em directo, no domingo. Não "papo" muita televisão, há um ou outro programa - contam-se pelos dedos de uma mão, e ainda sobram - que tento não perder. Esse é um deles.
Foi aí que tomei conhecimento de mais um espalhanço do José Gomes Ferreira, dito "jornalista" que se acha muito frontal e ainda mais esperto. Que já publicou uma "História de Portugal" criada por ele próprio, e que até já apresentou um programa de governo. Que tem soluções para tudo, e que é uma referência ... do populismo barato. Citado frequentemente em táxis e conversas de café. Que, agora que quase já não há cafés, têm lugar nas redes sociais.
Às vezes é apanhado mas como, falando muito de vergonha, não tem nenhuma na cara, é sempre como se nunca fosse. Desta, em directo, interrompeu o colega que usava a palavra porque tinha algo de importante, e em primeira mão, para anunciar. Era um tweet que acabara de receber. E começou a ler. Os disparates sem nexo sucediam-se, e ele continuava. Sem parar para pensar. Sem nada na cabeça, nem sequer uma campainha de alerta, até ter que ser mandado calar pelos colegas de painel, e de trabalho.
Não fosse isso e teria continuado até ao fim. Deslumbrado!
Não tivesse o jornalismo chegado à miséria que chegou, e não fosse o negócio da comunicação o bordel que é, e este senhor já não era jornalista. E muito menos director-adjunto de informação de um dos principais canais de informação da televisão portuguesa!
"Vamos esquecer" - sentenciou o apresentador.
Se foi uma reprimenda, não lhe servirá de muito. Já levou muitas, e nunca aprendeu nada com elas.
Se foi uma sugestão para passar ao esquecimento, foi pedir-nos que esqueçamos o que é o jornalismo. E também não vale de muito. Já toda a gente esqueceu!
