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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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Viagens caras

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Um ano depois - passa hoje um ano sobre a fantástica vitória da selecção nacional de futebol em Paris, com que se sagrou campeã europeia - demitiram-se os três secretários de Estado, e ainda o assessor económico do primeiro-ministro que, a convite da GALP, patrocinador oficial da selecção nacional, tinham ido assistir a um dos jogos da selecção no Europeu de França.

Quando veio a público que aqueles três membros do governo tinham obtido vantagem indevida - como agora é criminalmente tipificado - ninguém deu muita importância ao caso, tido por prática habitual. O governo, achando aquilo de alguma forma censurável, criou um código de conduta para evitar que algo de semelhante se repetisse. Os visados, simbolicamente ou de facto, reembolsaram o patrocinador das despesas dessas viagens, e o caso foi dado por encerrado.

Só que o assunto não morreu. O Ministério Público avançou com um inquérito, e terá chegado a hora de chamar à pedra os três secretários de Estado e o assessor. À beira de serem constituídos arguidos - por iniciativa própria ou não, para o caso pouco importa - não lhes restava alternativa: teriam mesmo de se antecipar e pedir a demissão.

Muito caras saíram estas viagens a António Costa. No pior momento, perde três dos mais próximos e notáveis secretários de Estado: Rocha Andrade, com excelente desempenho nos Assuntos Fiscais, João Vasconcelos, um homem cá da terra e da indústria 4.0, grande dinamizador das causas da inovação e do empreendedorismo, e Jorge Costa Oliveira, com grande trabalho na internacionalização da economia e, em especial, no estabelecimento de sinergias com os gestores portugueses espalhados pelo mundo.

Poderá sempre acusar-se a Justiça por excesso de zelo nas pequenas coisas quando, por incapacidade ou desleixo, deixa passar os elefantes da corrupção, Pode. Mas não se pode é esquecer que não é possível combater a corrupção deixando passar incólumes as más práticas enraizadas na sociedade portuguesa. Que, não configurando - nem de perto nem de longe - actos criminosos de corrupção, abrem-lhe muitas vezes o caminho!

 

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