Vitória de Pirro
Por Eduardo Louro
Afinal Blatter não resistiu mais que uns poucos pares de horas à farsa que fora a sua última reeleição. Nã0 quis aceitar os conselhos do seu amigo Platini – também não será exactamente flor que se cheire muito bem, mas será, como afinal estaria há muito escrito nas estrelas, o seu sucessor –, e escolheu acelerar contra o muro. Espetou-se com toda a violência. E muito depressa!
Foi uma vitória de Pirro. Como reconheceu no discurso de resignação, consigo estavam apenas os delegados que no bolso tinham um cartão de voto. Contra si estava, e está, toda a gente do futebol: jogadores, treinadores e público. Mas também patrocinadores.
Percebeu isto tarde de mais. Infelizmente, para ele… Mas especialmente para o futebol. Que já não tem por onde fugir dos interesses geopolíticos que determinaram a atribuição do próximo campeonato do mundo. Nem dos outros, mais insondáveis ainda, que dominaram a entrega do seguinte, numa autêntica subversão do próprio futebol, para inventar a aberração que é um campeonato do mundo de Inverno, jogado a temperaturas acima dos 40 graus!
Agora... claro: que seja investigado. Que seja tudo investigado!