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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Volta Portugal 2018 I

 

 

A 80ª Volta a Portugal em bicicleta está na estrada. E já praticamente resolvida, mas já lá vamos...

Começou em Setúbal, foi direita ao Algarve, subiu para Alentejo, passou pela região martirizada pelos incêndios do ano passado - este ano, como se está a ver, o país arde mais a sul -, e chegou à Serra da Estrela. Com polémica!

As três primeiras etapas foram corridas debaixo das temperaturas recorde destes dias, exactamente nas regiões onde esses recordes têm sido estabelecidos. Acresce que foram das mais longas, em particular as duas primeiras, que atravessaram o Alentejo nos dois sentidos, sempre na ordem dos 200 quilómetros. Isto é, em condições muitos difícieis para os ciclistas, que são pessoas de carne e osso.

Daí que, chegada à Serra da Estrela, logo ao quarto dia e com este histórico, a direcção da prova decidiu abolir da etapa a subida à Torre, e encurtar a etapa em cerca de 30 quilómetros. A intenção terá sido a melhor, mas não deixa de causar polémica, havendo logo quem dissesse que beneficiou uns e prejudicou outros.

Ontem, na etapa solidária que ligou a Sertã a Oliveira do Hospital, o vencedor do ano passado, o espanhol Raul Alarcon, provavelmente para marcar posição na equipa - a W52 FC Porto, cheia de "chefes de fila" - desferiu um ataque surpresa nos metros finais. Que resultou na vitória na etapa e na conquista da camisola amarela, até aí e desde o prólogo de Setúbal, no corpo do setubalense Rafael Reis, que fez parte da formação aqui em Alcobaça. Estabeleceu também as primeiras diferenças entre os da frente, algumas até já significativas.

Se ontem Alarcon provocou o primeiro abanão nas classifcação geral, hoje praticamente arrumou-a. 

Dos ditos favoritos, o primeiro a atacar depois da Covilhã, a caminho da meta nas Penhas da Saúde, foi Joni Brandão, do Sporting/Tavira. Era o terceiro da geral, um dos mais revoltados com a falta de resposta ao ataque do espanhol na véspera (como se não fosse competência sua responder-lhe), mas também com a supressão da subida à Torre, e fez questão de puxar dos galões. No grupo dos favoritos, ainda compacto, ninguém reagiu.

Depois de começar a ver ficarem pelo caminho, um a um, os seus colegas de equipa, mas também candidatos, Alarcon saltou à procura do Joni Brandão, que rapidamente alcançou. Quase tão rapidamente como, depois, o deixou para trás, numa demonstração de superioridade que não deixa muitas dúvidas para tudo o que ainda falta da Volta.

Ganhou pela segunda vez, e consecutiva, e acrescentou mais 12 segundos aos 40 que já tinha sobre o português, agora segundo. O anterior segundo, o também espanhol (nos 10 primeiros, 6 são portugueses e 4 são espanhois) Vicente de Mateos, do Louletano, é agora terceiro, já a perto de 2 minutos. Mas, acima de tudo, arrumou com a concorrência interna: Gustavo Veloso, perdeu 16 minutos, e é agora o 45º da classificação, e o colega de equipa mais próximo é Ricardo Mestre, na 12ª posição, a quase 5 minutos.

O que quer dizer que, com o exército agora totalmente ao seu dispor, e com a superioridade de que deu mostras, se nada de anormal acontecer, o vencedor da Volta está encontrado. À quarta etapa!

 

 

 

 

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